quinta-feira, 24 de abril de 2008

Eu protesto






Com 21 anos de idade, existem certas coisas que vejo na juventude dos últimos 10 anos que é capaz de deixar qualquer um com o mínimo de bom senso perdido no meio de tantas esculhambações causadas por aqueles que dizem estar fazendo algo "para um bem maior". Analisando tantos fatos lamentáveis ocorridos nos últimos anos, podemos chegar a uma conclusão que pode e deve ser discutida dentro de qualquer meio de comunicação que, por mais que tente, não consegue botar um fim em acontecimentos esdrúxulos que marcam a juventude deste novo século. A conclusão para isso é muito simples: os jovens são incapazes de realizar protestos pacíficos.
Exemplo claro disso tudo foi a vinda do presidente norte-americano George W. Bush ao Brasil, em São Paulo. Apesar de ter sido necessária sua estadia no país em termos políticos, é mais do que compreensível que algumas pessoas protestassem contra isso, já que
Bush não possuí uma notoriedade pública agradável. No entanto, pixar muros com frases "fora Bush" ou desafiar a polícia, que nada mais faz do que o seu trabalho nessas situações, não é uma atitude inteligente perante aos olhos de quem quer preservar a sua cidade, e atitudes como estas trazem desordem e falta de respeito para com os cidadãos que buscam por tranquilidade e por uma cidade organizada. Estes protestos falam muito sobre injustiças, no entanto essas desavenças, estas revoluções e atitudes anarquistas são um grande exemplo de injustiça para com um povo que não gosta de assistir ao Jornal Nacional e ver que a sua cidade virou palco de um espetáculo vergonhoso.


Tornaram-se bem comuns, também, brigas inaceitáveis contra a polícia em inúmeros protestos realizados na Avenida Paulista, na Cidade de São Paulo. Muitos dizem, afirmam e reafirmam que é tudo por uma boa causa e que um dia ira trazer algum efeito que beneficie a todos, mas o que mudou? A única coisa nítida foi uma Avenida importante para o Brasil do porte da Paulista, destruída e um extenso número de jovens feridos por esta "boa causa". Resolveu alguma coisa? Absolutamente nada foi resolvido, os protestos são intensos e violentos, mas nunca resolvem nada. Por quê nunca resolvem nada? É culpa dos políticos? Ou seria culpa da mídia que nada faz para ajudar? Jovens imaturos, despreparados e auto- destrutivos que organizam estes protestos são sim os verdadeiros culpados. O mais chocante é ver a polícia ser alvo nessas manifestações. Mas o que a polícia pode fazer diante de um bando como estes seres? É da obrigação dos policiais tentar impedir estes protestos violentos.



Contudo, sou capaz de afirmar que a mídia mostra uma certa culpa em alguns casos. Recentemente, o Brasil foi atingido por uma tragédia irremediável no caso da menina Isabela. Um acontecimento desta gravidade acabou tornando-se uma grande novela para a mídia. É muito claro que existam protetos para este episódio, no entanto, alguns familiares da menina foram crucificados por um povo ignorante maculado pela mídia. Óbviamente, sou a favor da condenação dos autores deste absurdo, porém sou completamente contra a existir uma vigília de inúmeros protestantes em frente a casa dos avós de Isabela que já foram, inclusive recebidos a pedradas.
Os protestos devem existir. Mas colocar jovens desmiolados e um povo ignorante para fazê-los é um erro gravíssimo. Enquanto existirem manifestações como as citadas, de nada vão adiantar. Nos últimos 10 anos, pelo menos, nos confrontamos com diversas situações desta natureza, no entanto estamos onde estamos e nada mudou. Uma pena, porque existe muita coisa neste país que poderia mudar.

Por Lucas Cardoso


segunda-feira, 31 de março de 2008

Crianças do século XXI



Há alguns dias atrás estou atenta ao comportamento das crianças desta nova geração e mesmo não sendo tão vivida assim, percebo muitas diferenças. Infelizmente a maioria delas não é lá muito positiva.
Conversando com uma garotinha chamada, Thais, sete anos, perguntei a ela do que ela costumava brincar com suas amigas e como era sua relação com os colegas no colégio.
Surpreendi-me com a reposta. "O que eu mais gosto é de jogar Nintendo Wii com meu irmão mais velho e as minhas colegas da escola, eu tenho todas elas no Orkut e no Messenger.

Perguntei-a, mas você não brinca de boneca, casinha, não joga bola?
"Não é muito difícil, como eu moro em apartamento não tem espaço e minha mãe fica preocupada de me deixar brincar no prédio.

Reparei também no seu vasto e atual repertório musical, a garotinha com apenas sete anos, sabia de cor e salteado os mais novos funks e a única coisa "melhor" que podia escuta- La cantar era as músicas da novela mexicana "Rebeldes".

Todas estas informações me fizeram relembrar os desenhos que eu assistia junto com minha irmã. Nossas brincadeiras eram inocentes, como acredito que deva ser uma criança. Recordei as tardes que brincávamos com outras de crianças de casinha, cobra cega, ciranda, desfile de roupas da mamãe e outras tantas brincadeiras que nos faziam interagir com outras crianças e não com os aparelhos eletrônicos.

Pergunto-me, como estas crianças vão agir diante de uma discussão, como por exemplo, a que minha colega de grupo Gleyce citou em seu texto?
Difícil imaginar que uma geração que passa horas em sites de relacionamento e brinca com jogos eletrônicos a maios parte do tempo, conseguirá se relacionar com as pessoas na vida, se em sua infância não tem oportunidade de aprender a expressar e controlar suas reações e sentimentos no relacionamento com outras crianças.

Maysa Figueiredo

Ela deveria transmitir uma mensagem...

O alarme do meu celular anuncia: 17:30 horas! Ansiosamente aguardava por esse horário. Fim do expediente. Estava exausta, queria apenas chegar em casa e dormir. No entanto, sabia que ainda devia ir à faculdade.
Então, caminhando até o ponto de ônibus, me vinham pensamentos na cabeça: "não posso esquecer de postar no blog. Mas sobre o que falar?"
Ônibus lotado. Trânsito que parecia não ter mais fim. Mochila pesada, mas nenhuma pessoa que estava ali sentada ofereceu para segurá-la enquanto o ônibus balançava e me fazia desequilibrar. Isso poderia ter evitado algo desastroso para outra pessoa há alguns metros do mesmo veículo.
Já na metade do caminho, ouço gritos. Duas mulheres histéricas. Agora ninguém mais pensava no cansaço, no congestionamento, pois elas se tornaram o centro das atenções.
Uma acusava a outra a outra de ter jogado a bolsa em seu rosto de próposito em uma freada e ter ainda dado uma risada "irônica" , em uma freiada. A outra alega que foi acidentalmente. Naquele escândalo, a suposta vítima diz: "você fez isso porque você é racista!"
Oras, a briga não era apenas por causa de uma bolsa?
A briga se agrava. Elas quase saem aos tapas, dizendo que vão resolver o assunto lá fora: "se você tem coragem de me bater aqui dentro, quero vê se você é mulher também pra me bater lá fora!"
Tudo por um mal entendido que poderia ser resolvido em questão de segundos. Um simples "desculpas" poderia resolver. Apenas uma palavra.

Graças ao avanço da humanidade - e consequentemente a tecnologia - a transmissão de uma mensagem se torna cada vez mais avançada à longas distâncias. E como é possível que pessoas tão próximas ainda tenham barreiras na hora de se comunicar?

E para completar, diante dessa confusão, perdi o o ponto que eu ia descer. É, por uma falta de comunicação, o motorista também não conseguiu entender que eu precisava descer um ponto antes, onde eu apertei o sinal e ele deveria ter parado... mas não parou.

Gleyce Miranda

Sempre em evolução...

Relógio? Calendário? Máquina de calcular?
Oras, pra que tudo isso? Qual o motivo para ocupar tanto espaço? Que coisa mais ultrapassada!
Fico imaginando que essas perguntas um dia poderão vir dos meus filhos.
Hoje na minha mesa tenho logo na minha frente um calendário (esses que se ganham daqueles fornecedores das empresas no fim do ano, sabe?)
Confesso que coisa raríssima é olhar para aquele papel. Dali ele só sai quando é preciso limpar a mesa.
Logo ao lado, tenho uma calculadora. Eu até uso às vezes.
Tudo isso porque quando eu chego ao escritório a primeira coisa que faço é tirar o celular da bolsa e deixá-lo do lado do computador. Nele, eu tenho acesso às ferramentas que hoje se tornam figuras decorativas em cima da minha mesa.
O relógio? Nem uso. Tenho o do celular.
Dicionário? Só em sala de aula... é só "jogar no google" que em menos de 10 segundos vou obter diversos significados da palavra que procuro.
Assim, tudo se torna cada dia mais prático. Cada vez temos mais ferramentas embutidas em um aparelho só. Estamos em constante progresso sempre. Que maravilha! O pr0gresso que tanto McLuhan falava.
E cada vez mais precisamos dessa evolução, dessa tecnologia. E nunca estamos satisfeitos: quanto melhor as ferramentas do dia-a-dia se tornam, melhor ainda queremos que elas fiquem...


Gleyce Miranda

Sociedade modificada


Ouvindo a música, intitulada, “Pela internet” do compositor e intérprete Gilberto Gil, consegui desenvolver uma reflexão sobre como as extensões do homem, por exemplo, a internet, facilita nosso dia a dia e como se tornou tão importante ao ponto de nos tornar dependentes.

“Criar meu web site, fazer minha home Page. Com quantos gigabytes se faz uma jangada, um barco que veleje”. Este é um trecho da música que expõe como se tornou fácil conhecer e ir a outros lugares através da internet. A linguagem usada pelo grupo de pessoas que utilizam esta extensão se adaptou ao cotidiano das pessoas que vivem na a “era tecnológica”.

“Eu quero entrar na rede, promover um debate, juntar via internet um grupo de tiétes de connecticut”. Com a agilidade da internet podemos nos comunicar e interagir com pessoas do outro lado do mundo, quem não se adapta ou não consegue assimilar toneladas de novas informações que vem modificando cada dia mais nossas vidas é automaticamente excluído dos grupos que são formados pela sociedade que busca cada vez mais conhecimentos dentro da tecnologia que torna nossos dias mais práticos.

Seria difícil para geração de hoje retroceder e viver sem a internet e todas as outras extensões criadas pelo homem, que foi modificando e na verdade quem mais se modificou nos últimos tempos.

Hoje não seria incapaz de resolver minhas tarefas de trabalho sem internet, mas garanto que teria muita dificuldade para isso. Outro exemplo é estudar, para ingressar em um curso universitário, hoje é necessário acessar a internet, pois o sistema criado pela maioria das universidades oferece aulas a distância e disponibiliza seus dados acadêmicos em um site,logo caso não tivesse acesso, não poderia pertencer a este grupo de pessoas.

Acredito que as extensões criadas pelo homem se tornaram vícios e de certa forma padroniza e estabelece regras para continuarmos vivendo em sociedade sem deixar de pertencer ao mesmo grupo, tendo além de tudo imagem de Status quem está sempre antenado as mais inovadoras criações tecnológicas.

A ultima parte da música consegue transmitir isso. ”O chefe da polícia, carióca avisa pelo celular que lá na praça onze tem um videopôquer, para se jogar”...
Maysa figueiredo

O bairrismo que aqui impera

A cidade de São Paulo é conhecida por ser, não só a mais importante cidade do país, como também da América Latina, por sua economia, sua cultura e por ser uma metrópole de nível Beta (ou seja, apresenta relevância também para o mundo). Além disso, São Paulo também mostra seus pontos turísticos, bares, boates, parques e uma grande variedade de diversão e entretenimento. Muitos paulistanos bairristas afirmam que seria o fim do Brasil sem o estado paulista.




Avenida Paulista movimentada à noite





Do lado de São Paulo estão os vizinhos cariocas. O Rio de Janeiro recebeu o título de 'cidade maravilhosa' na década de 1930, quando esta ainda estava soberana em tudo perante ao país. Porém, com o tempo, o Rio viu-se como segunda principal cidade do Brasil e ex-capital nacional. Hoje os cariocas recebem turistas todo o ano. Muitos gringos querem ver de perto os tão comentados Pão de Açucar e Cristo Redentor e dar um mergulho nas praias de Ipanema e Copacabana. Grande parte da economia carioca é baseada no turismo da cidade.


Vista do Corcovado para o resto do Rio

Mas, por quê falar de tudo isso? O propósito é ressaltar o bairrismo predominante e a rivalidade existente entre as duas cidades.
São Paulo e Rio de Janeiro são as duas cidades mais importantes do Brasil em praticamente todos os sentidos, mas paulistas e fluminenses se sucumbem a uma briga (isso mesmo, uma briga) que existe desde que o Brasil se conhece por ser independente, ou talvez antes. Mas qual é o motivo desta briga? É possível analisar ambos os lados. Paulistas e paulistanos são consideradas pessoas estressadas por fluminenses e cariocas, que são, por sua vez, considerados folgados pelo povo de São Paulo.

Mas é ainda mais do que isso. Estas capitais ainda brigam para ver qual é a principal cidade do Brasil, mesmo o título já sendo de São Paulo. Além disso, os bairristas de cada território discutem os principais problemas dos rivais e esquecem do seu próprio. Engarrafamentos, atendimentos públicos precários, poluição e violência são problemas ligados a ambas, no entanto são debatidos como se apenas uma das duas fosse portadora destas complicações.

Apesar disso, o bairrismo pode ser um trunfo para beneficiar uma cidade. Cuidar e amar o seu lugar de origem e querer apenas o seu melhor, mesmo com todas as rivalidades e rixas existentes, é um trunfo, é uma vantagem, muito mais do que um problema. As desavenças entre São Paulo e Rio de Janeiro podem ser algo ruim para o país, mas se todos fossem bairristas conscientes, que colocassem suas cidades como prioridade sem esquecer do país, talvez o nosso Brasil estivesse em uma situação melhor. Não é pensando em ver um estado rival em ruínas ou apoiar o separatismo em certas partes do território nacional que vamos ver o nosso país crescer ou melhorar. Devíamos ser uma unidade que pensa nos principais interesses do nosso lugar de origem, afinal, antes de sermos paulistanos ou cariocas, somos todos brasileiros. O bairrismo faz as pessoas esquecerem disso, por isso é um trunfo mal aproveitado, ou muito mal administrado.

Infelizmente nós vemos muitos cidadãos brasileiros desejarem o pior para a cidade vizinha por causa desta rivalidade. É muito difícil dar uma boa olhada para tudo isso e querer que toda essa briga simplesmente acabe. Não é assim que as coisas são e não é isso que vai acontecer. Esta rixa já se prolongou demais para acabar sem mais nem menos. A impressão que dá é que, com o passar dos anos, estes fatos pioraram desde que tudo começou. Minha conclusão é: se é tão difícil deixar de lado o bairrismo do jeito que é, vamos usá-lo a nosso favor. Vamos cuidar, preservar e amar o que é nosso. Vamos nos preocupar com os mínimos detalhes que são da responsabilidade dos cidadãos. No fim, é o que faz a diferença.

Por Lucas Dias Cardoso

Televisão e entorpecimento





Na semana passada, a Rede Globo exibiu a final de um dos programas recordes de audiência na televisão brasileira, o Big Brother Brasil. Milhares de brasileiros dedicaram um momento de suas vidas para assistir a uma versão pós-moderna da encenação da vida humana e, dessa forma, ver seu próprio reflexo refletido na tela.


Dos meios de comunicação de massa existentes, a televisão é o que expressa de maneira mais eficaz a idéia de Mcluhan que defende que os meios de comunicação são extensões do homem e seus efeitos estão relacionados com a maneira como estes atuam sobre a percepção humana. A televisão entorpece os sentidos de seus telespectadores, já que se apresenta como uma extensão do homem, num material que não pertence a ele. A imagem fascina e mostra-se, segundo Macluhan, como um agente “produtor de acontecimento”, mas não “agente produtor de consciência”.


Quando ligamos a televisão durante o horário nobre, nos deparamos com programas cuja principal função é agradar e satisfazer o telespectador ao invés de suscitar reflexões críticas, ou então aguçar sua sensibilidade. As novelas, por exemplo, reproduzem estereótipos e expressam o modo de vida da elite dominante e, conseqüentemente, ocultam as verdadeiras condições sociais do país. Dessa forma, somos afastados de assuntos de interesse público e conduzidos ao universo do consumo desenfreado e da alienação.


Os noticiários de TV, por sua vez, na tentativa de oferecer-nos o mundo inteiro num instante, acabam por nos afastar da realidade concreta, da noção de tempo e espaço. Temos a sensação de que fomos informados sobre tudo, porém de nada sabemos.


Ao contemplar extensões de nós mesmos sob forma tecnológica, acabamos por adotá-la e incorporá-la em nosso cotidiano. Entretanto, assistimos a um reality show ou um telejornal para nos distrair, entorpecer e, dessa forma nos tornamos indiferentes, anestesiados e impossibilitados de fazer reflexões mais profundas sobre as questões que nos rodeiam.


Camila Silveira