quarta-feira, 7 de maio de 2008


Uma imagem vale mais que mil palavras!

A frase reprisada , revista e quase óbvia não se aplica a toda e qualquer circunstância.
Para alguns a notícia está para o jornalismo assim como um produto está para a fábrica, o fato em si despido de versão e enfoque é algo que beira o utópico.
No mais ás vezes as imagens são usadas justamente para enfatizar os aspectos ou tons sensacionalistas e despertar no leitor alguma leitura sanguínea , emocional a partir de um enfoque desprovido de ética ou do próprio contexto.
Mais do que isso, uma imagem pode até distorcer o fato, dissimular a verdade. Anos atrás a revista Veja trouxe em sua capa a foto do cantor Cazuza em feições cadavéricas, a idéia foi chocar o público e isso a publicação conseguiu.
Ainda na Veja houve uma outra imagem do apresentador Fausto Silva ao lado de um anão , "cover" do cantor Latino, o cidadão aparentava claros sinais de anomalias.
De uma só vez a imagem conseguiu chocar o público e desmoralizar o apresentador.

Fica a pergunta: O que de fato era mais importante apresentar o tema ou chocar o leitor com uma imagem forte?

Maysa Figueiredo

terça-feira, 6 de maio de 2008

Como você vê?








Quem são os animais?

Natália Oliveira

Fotos publicadas no G1 dia 06/05/2008




















quinta-feira, 1 de maio de 2008

Abram-se as cortinas: vem aí a arte dos veículos de comunicação

O século XXI sem dúvidas é o mais intrigante entre os últimos que se passaram. Digo isso não só pela tecnologia existente ou pelos novos instrumentos facilitadores que surgem todos os dias.

A mídia, de uma forma quase que geral, dá mostras da sua verdadeira identidade. A espetacularização da notícia é sua impressão digital nos tempos atuais. Foi-se aquele glamour de se investigar ou correr atrás de situações que fossem desconhecidas e de interesse público.

Hoje, isso custa tempo e dinheiro. O capitalismo selvagem já não dá mais esse tipo brecha àqueles que correm atrás de informações relevantes. Já que tudo precisa ser vendido da forma mais rápida possível, a notícia se torna um produto. O jornalista ou repórter fica apenas com o papel de enfeitar esse produto. O intuito é apresentá-lo de um jeito que todos se interessem e queiram “comprá-lo”.

Até me arrisco a dizer o repórter do século XXI é o maquiador de notícias ou narrador do espetáculo que ele mesmo ajudou a criar. O que se vê é um show pirotécnico em cima das barbáries cometidas contra crianças. Ou então, uma dramatização exagerada dos muitos fatos que chocam a sociedade.

Percebe-se que a imprensa tenta tirar o máximo do sentimento e da emoção de cada entrevistado. Como o cenário atual é bastante novelesco, esse é um ótimo meio de mexer com o emocional alheio e assim atrair mais leitores. Quer dizer, leitores não, talvez, "mais público".

Exatamente, o leitor ou telespectador de ontem, hoje pode ser classificado como público. Quem sabe não é por isso que os teatros têm perdido seus apreciadores com o passar dos dias. Afinal, para quê ir ao teatro se as cortinas já estão sendo abertas fora dele, não é mesmo?

Autor: EMERSON VIANA

Comunicação como um desafio

O processo de comunicação, de uma maneira geral, pode ser considerado uma barreira que precisa ser ultrapassada. Na sua essência, nos convida a um entendimento muito além daquilo que é imaginado de antemão. Enganam-se aqueles que pensam que tudo estará resolvido se aparecer na devida ordem: o emissor, um canal, uma mensagem e um receptor. Esta problemática é muito mais enraizada.

Não devemos nos esquecer que os juízos de valores estão impregnados em tudo que nos cerca. Todo individuo pensante tem dentro de si uma razão própria. Apenas sabendo que esta razão é única em um plano onde há 6,6 bilhões de cabeças, nos damos conta de quão grandioso é esse universo de se entender e de se fazer entendido.

Ao mesmo passo que há essa diversificação de opiniões, hábitos e culturas que moldam o indivíduo a ponto de existir disparidades, também existe o ponto chave que é a significação de cada palavra.

As chamadas palavras homônimas, aquelas que se escrevem da mesma forma, mas que têm significados diferentes, criam outro obstáculo. Nesse caso, usar a palavra certa no contexto errado poderá custar muito caro. Para que aqueles que têm por objetivo uma transmissão de informações tais quais ela aconteceram, isso sem dúvida é mais que um empecilho, talvez um risco.

Os repórteres, como o próprio nome mesmo já diz, são aqueles com a missão de reportar fatos do cotidiano e informações que sejam de interesse público. Os manuais de jornalismo dizem que deve haver imparcialidade e objetividade nessa comunicação.

De fato alguns tentam (mas nunca conseguirão) não fazer juízo de valores quando têm em mãos algo que será divulgado como notícia nos veículos de comunicação. Mas a interpretação é o organismo de tudo isso que já foi apresentado. Como o repórter não tem como fugir das palavras homônimas, daquilo que ele pensa e acredita, e também da interpretação que cada leitor ou telespectador também fará após receber a mensagem, toda essa teoria e regras básicas são burladas.

De momento, resta apenas reconhecermos o grau de complexidade que se esconde atrás da comunicação, seja ela qual for. Definir parâmetros teóricos sem dúvidas é de extrema valia, porém conseguir prová-los, na prática, ainda será um desafio.

Autor: EMERSON VIANA

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Mais espetáculo, menos informação...


Há dias, podemos acompanhar passo a passo, detalhe por detalhe do caso Isabella Nardoni. O fato não é mais uma tragédia. A mídia tornou dele um verdadeiro show.

Parece que o mundo parou. Porém os nossos políticos continuam desviando dinheiro, muitas crianças morreram no Rio de Janeiro, vítimas da dengue, outras crianças foram vítimas de maus-tratos, mas estes assuntos não tiveram tanto espaço. Não há outra notícia desde a morte da menina.

O que é trágico, também desperta à atenção do público. Quanto mais drama, melhor. Reconstituições, deduções – os programas se tornaram verdadeiros peritos nesse caso e já têm mais conclusões do que o próprio laudo.

Algumas programações até perderam o bom senso, sem tomar cuidado ao que será reproduzido, faltando até com respeito à família.

Assim como José Arbex Jr. aborda em seu livro “Showrnalismo”, alguns meios de comunicação misturam a realidade e a ficção.

Esse tipo de jornalismo, segundo José "é o enfraquecimento ou total apagamento da fronteira entre o real e o fictício".

Podemos ver que a televisão por diversas vezes, não produz notícias, e sim espetáculos.

Gleyce Miranda





Balança, Brasil!

Fato que me intrigou essa semana: ao pesquisar na Internet, descobri que o programa comandado pelo nada carismático Geraldo Luis, o Balanço Geral – exibido pela rede Record- anda alcançando muitos pontos de audiência.

Há alguns dias, parei pra assistir ao programa. Mais parecia uma comédia. O assunto abordado era sobre uma suposta “loira do banheiro” que aterrorizava estudantes de uma escola. ( Informação que com certeza mudaria a vida de qualquer pessoa! )
A tela da tv se dividia entre a matéria e o apresentador, que simulava um ataque da personagem da matéria no seu estúdio, correndo pra lá e pra cá de uma pessoa com uma peruca loira.

Pensei que não poderia ficar pior. Mas ficou. Logo após veio a história de um plantador que vinha acompanhado de uma legenda bem peculiar:
“Veja o que ele consegue fazer com a banana !”
As pessoas hoje em dia perderam a noção do que é bom ou ruim. O programa tem espaço porque tem audiência. Será que se fosse um jornalismo de qualidade, estaria alcançando esses mesmos pontos? Prenderia tanto a atenção desses telespectadores? Algo preocupante.

Que “jornalismo” é esse? A qualidade foi perdida. Os canais de televisão preferem algo que desbanque as outras emissoras na audiência e esquece o que é essencial : a qualidade e a relevância das informações na vida das pessoas.

E as pessoas...acostumadas a esse tipo de mídia, que nada acrescenta, que nada enriquece o ser humano, se tornam alienadas e “vítimas” desses meios de comunicação, talvez por uma questão de cultura; ou melhor: a falta dela.


Gleyce Miranda

O homem na teia digital...


Quando nos referimos ao termo Web 2.0 logo pensamos no campo da informática e em seu sentido pragmático, já que a segunda geração da World Wide Web, a princípio, aponta para um melhor aproveitamento dos softwares disponíveis, uma vez que permite a personalização e a troca entre os usuários. Mas, mais do que isso, a Web 2.0 é a internet feita pelo internautas. Isso significa uma grande transformação no universo da comunicação social, pois todos podem expor textos, gerar informações e opinar sobre elas através da rede de comunicação virtual. O ambiente on-line agora, a fim de ser mais dinâmico, tem seu conteúdo criado pelos seus usuários.
A Wikipedia, os blogs, os sites de relacionamento, entre outros, inserem-se nesse contexto de criação coletiva, no qual nenhuma informação precisa ser checada antes de se tornar pública.
Assim, todos passam a ter o poder de manipular informações, suscitar reflexões e expor pensamentos, já que a internet permite qualquer tipo de participação dos usuários. Sendo assim, muitos conteúdos colaborativos não transmitem credibilidade, já que muitas vezes não possuem um embasamento confiável.

Esse fenômeno ainda é muito recente e, portanto, ainda é cedo para sabermos até que ponto a mídia digital e, conseqüentemente, a Web 2.0 interferirá na comunicação social e, principalmente, nas produções jornalísticas. Há quem diga que a comunicação caminha para a incorporação total do processo digital colaborativo. Há também aqueles que acreditam que o espaço do jornal impresso e o papel das empresas jornalísticas não sofrerão abalos com o advento da Web 2.0. Mas a história se configura com o decorrer do tempo, portanto, precisamos ainda de muita reflexão sobre o assunto para podermos nos posicionar com mais propriedade sobre o tema.
Camila Silveira